guardanapos
Não gosto de guardanapos dobrados na vertical. Não me servem, não consigo limpar bem a boca – não se pode limpar mal, ou se limpa ou não se limpa, o bem é desnecessário. E o mal, necessário, é eu não me sentir bem com esta espécie de rigor hirto, forte, fálico, da certeza e da ordem – como se fosse um soldado a limpar-me a boca, ou a ideia de uma inflexibilidade a limpar-me o erro. Se não for dobrado na vertical, não é o guardanapo que se dobra e já não sou eu a dobrar-me. Faz-me mal comer sopa.